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      Polícia Civil conclui investigação e indicia vice-presidente da Câmara de Lavras por crimes sexuais contra crianças e adolescentes
      Polícia Civil conclui investigação e indicia vice-presidente da Câmara de Lavras por crimes sexuais contra crianças e adolescentes (Foto: Reprodução)

      PC conclui investigação e indicia vice-presidente da Câmara de Lavras por crimes sexuais A Polícia Civil divulgou nesta terça-feira (6) a conclusão da investigação e o indiciamento do vice-presidente da Câmara de Vereadores de Lavras (MG), Evandro Oliveira Miranda (PSD), de 39 anos, conhecido como Mestre Grilo, pela suspeita de uma série de crimes de natureza sexual contra múltiplas vítimas. O vereador foi preso no dia 16 de setembro e ainda permanece preso. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Lavras, a partir de uma requisição do Ministério Público, após notícias de supostos abusos sexuais. De acordo com o delegado Pedro de Queiroz Monteiro, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que vai analisar o caso e decidir se oferece denúncia à Justiça ou se solicita novas diligências. Vereador Evandro Oliveira Miranda, o Mestre Grilo, foi preso em Lavras após denúncias de crimes sexuais Reprodução Instagram Segundo o delegado, o trabalho exigiu uma atuação técnica e criteriosa, principalmente pela natureza dos fatos e pela necessidade de preservar as identidades das vítimas. Durante as investigações, foram realizadas diversas diligências e reunidos depoimentos e outros elementos de informação. O oficial informou que o material reunido resultou em um acervo considerado necessário para o indiciamento do investigado pela prática de diversos crimes de natureza sexual contra múltiplas vítimas. "Apesar dessa conclusão, nada impede que novas vítimas venham até a delegacia, nos procurem para que possamos apurar novos fatos que não foram possíveis de serem apurados até o presente momento", afirmou o delegado Pedro de Queiroz Monteiro. Em contato com o g1, a defesa do vereador Evandro Oliveira Miranda informou que, a partir de agora, irá se manifestar somente nos autos do processo. Leia também: Vereador é preso em investigação de crimes sexuais contra crianças e adolescentes em Lavras, MG Relembre o caso As investigações tiveram início em fevereiro de 2026, após requisição do Ministério Público, e apuraram fatos supostamente ocorridos em diferentes períodos, envolvendo pessoas que, à época, seriam crianças e adolescentes e estariam ligadas às atividades de um grupo de capoeira. Além da realização da prisão preventiva, os policiais apreenderam dois celulares e um notebook, que foram submetidos à análise pericial. Mestre Grilo foi encaminhado ao presídio de Lavras. O vereador passou por audiência de custódia, mas a juíza responsável pediu mais prazo para analisar o caso e ele permaneceu preso. No dia da prisão, a defesa de Mestre Grilo emitiu uma nota informando que o vereador reafirma sua inocência, que será demonstrada no curso do processo, "mediante a apresentação de todos os meios de prova permitidos em direito, na certeza de que a análise técnica, serena e imparcial do conjunto probatório restabelecerá a verdade dos fatos". Segundo a nota, Mestre Grilo responde a procedimento investigatório que tem por objeto supostos fatos sem provas e que teriam ocorrido há mais de 20 anos. "Trata-se de apuração fundada exclusivamente em alegações desprovidas de sustentação fática contemporânea. Cumpre destacar que, até o presente momento, não houve a comprovação de qualquer das imputações formuladas, inexistindo nos autos elementos probatórios idôneos e robustos que demonstrem a autoria e a materialidade delitivas", afirmou o advogado Luiz Henrique Fernandes Santana no texto. Segundo o advogado, anteriormente o pedido de prisão havia sido indeferido pelo Poder Judiciário e, na ocasião, foram fixadas medidas cautelares, como a proibição de contato com 185 pessoas. Ainda de acordo com a defesa, todas as determinações foram cumpridas. "A ordem de prisão ora executada fundamentou-se em gravação ambiental de conversa realizada por terceiro indicado pelo próprio denunciante, material este entregue aos investigadores sem que tenha havido a apresentação de fato novo ou elemento probatório concreto apto a justificar a alteração do entendimento jurisdicional pretérito", afirmou o advogado na nota. A defesa alega que não há motivo para a prisão antes de uma condenação, uma vez que trata de fatos antigos que ainda não foram comprovados e o vereador tem colaborado com as autoridades durante a apuração. "A defesa manifesta seu profundo respeito às decisões proferidas pelo Poder Judiciário, mas pontua categoricamente que a custódia cautelar não pode ser transmudada em antecipação de pena, sobretudo diante de uma investigação centrada em fatos pretéritos sem prova e considerando a postura estritamente colaborativa mantida pelo investigado perante a autoridade apuradora." Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas